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Framework Os Guri de Automação: O segredo para automações profissionais e organizadas

Você já começou uma automação abrindo diretamente o n8n ou o editor de código, conectando nós freneticamente, apenas para descobrir dias depois que o fluxo é impossível de manter ou que ele automatizou um processo que nem deveria existir?

Esse é o erro mais comum, tanto de iniciantes quanto de profissionais experientes: ignorar a estrutura de pensamento.

No Automações de Marketing, nós não focamos apenas em "fazer funcionar", mas em criar sistemas robustos e escaláveis. Para isso, desenvolvi e utilizo o Framework OS GURI.

O nome é uma brincadeira com a expressão aqui do sul, mas cada letra representa um pilar fundamental para criar automações que sobrevivem ao teste do tempo.

Conheça os 6 passos do Framework OS GURI:

1. O - Observar

O primeiro passo não é abrir a ferramenta de automação. É o mapeamento. Antes de criar qualquer coisa, você precisa entender profundamente o fluxo atual.

Nesta etapa, o objetivo é levantar dados e identificar gargalos:

  • Quantas solicitações chegam por dia?
  • Qual o tempo médio de resolução?
  • Quais são os erros frequentes?
  • Existe um padrão ou FAQ para os problemas atuais?

Se você não sabe onde o sapato aperta, não saberá qual problema sua automação deve resolver.

2. S - Simplificar

A regra de ouro é: não automatize o desperdício.

Se durante a fase de observação você notou etapas inúteis ou burocracias que não geram valor para o cliente final, corte-as. Redesenhe o fluxo manualmente antes de automatizá-lo.

Automatizar um processo ineficiente apenas fará com que você cometa erros com mais velocidade. A automação deve acelerar um processo que já foi otimizado.

3. G - Gerar

Somente agora, no terceiro passo, você abre a ferramenta (seja n8n, código ou Make).

Aqui é a fase de implementação ("mão na massa"), onde transformamos o desenho observado e simplificado em um workflow funcional. Como o planejamento já foi feito, essa etapa se torna muito mais rápida e assertiva.

4. U - Unificar

É aqui que separamos os amadores dos profissionais. A unificação trata da padronização.

Conectar APIs e bancos de dados sem padrão resulta em uma "colcha de retalhos" técnica impossível de delegar ou manter.

  • Padronize os nomes das tabelas no banco de dados.
  • Organize credenciais e tokens.
  • Documente o funcionamento (seja no Notion ou em um README).

Pense no seu "eu" do futuro ou no próximo desenvolvedor que assumirá o projeto. Se a automação não for legível, ela é uma bomba-relógio.

5. R - Rastrear

É impossível prever o futuro, mas é possível se preparar para ele. Toda automação falhará em algum momento — uma API cairá, um token expirará ou um dado virá formatado errado.

A etapa de rastreamento garante que você não seja o último a saber.

  • Crie logs de execução e erros.
  • Configure alertas inteligentes (Discord, Telegram, E-mail).
  • Dica: Não configure o alerta no mesmo canal que está sendo automatizado (se a API do WhatsApp cair, o alerta via WhatsApp não chegará).

6. I - Iterar

Uma automação nunca é estática. Seguindo a filosofia ágil (Scrum), o último passo é a melhoria contínua.

  • Recolha feedback dos usuários.
  • Otimize fluxos que já estão rodando.
  • Melhore o que é bom e conserte o que está ruim.

Conclusão

O Framework OS GURI (Observar, Simplificar, Gerar, Unificar, Rastrear, Iterar) existe para garantir que suas automações deixem de ser "gambiarras" e se tornem infraestrutura de verdade.

Se você quer ver mais sobre esse método e acompanhar os bastidores das nossas implementações, siga nosso perfil no Instagram: @automacoesemarketing.

Lá, estamos postando conteúdos visuais e aprofundados sobre como aplicar engenharia de verdade no mundo das automações.